"Sabemos,
porém, que a Lei é boa, se alguém dela usar legitimamente, reconhecendo que a
Lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os
irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas
e homicidas, para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os
mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina, segundo o
evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado". (I Timóteo 1.8-11).
Recentemente
o STF decidiu por 8 votos a 2 que não é crime o aborto de feto anencéfalo. Quem
acredita que a vida é um dom de Deus e que na Sua soberania Ele a dá, seja por
100 anos ou por 1 dia, não precisará de maiores explicações sobre esta questão.
Às vezes nós minimizamos a participação da igreja nas legislações que regem nossa sociedade como se isto não fosse o nosso papel. Elegemos nossos representantes sem avaliação dos princípios que devem nortear a nossa vida social, isto é, o princípio do evangelho de Cristo. O apostolo aponta neste texto que a Lei (AT) é boa se alguém dela usar legitimamente e que a mesma lei não é feita para o justo, mas para transgressores e para tudo que for contrário a sã doutrina, segundo o evangelho da glória de Deus.
Não
podemos pensar o mundo sem o nosso papel no mundo, e isto, em muitos casos será
a influência do evangelho sobre o poder civil.
Existe
uma confusão na concepção de Estado Laico, pois muitos estão o concebendo como
sinônimo de Estado ateu e assim o arreligioso toma forma de anti-religioso.
Sobre uma definição mais apurada, não cabe neste artigo. O
que eu quero dizer é que a legislação em um país democrático existe por uma
decisão da concepção da maioria. Então perguntamos: como é que nossos representantes
legislam contra as nossas concepções cristãs? A resposta é simples, eles não
nos representam.
Precisamos
entender que como cristãos nós estaremos fazendo um desserviço ao evangelho se
aqueles que nos representam não representar o nosso cristianismo. Não podemos
pensar em um representante que favorece a mim cidadão brasileiro em detrimento
do cidadão dos céus, nós não somos divididos entre dois reinos, então não
devemos escolher os nossos candidatos por causa de um pedaço de chão, tijolo,
etc. Precisamos pensar como cidadãos dos céus e que Cristo deve reinar tanto na
esfera familiar, eclesiástica, como no Estado. Sim Estado. Não estou falando de
um Estado-Cristão, mas de um Estado que represente a vontade de seu povo que é
em sua maioria cristã.
A
lei tem por objetivo, frear o erro, condenar a transgressão expondo o que é
certo e errado para a sociedade. Se a bíblia diz que os assassinos não herdarão
o reino de Deus, nós deveríamos comunicar esta verdade por meio de nossas leis,
mostrando para a sociedade que existe um castigo a temer, pois o pecado levará
a um castigo maior do que a lei impõe, isto é, a condenação eterna.
Quando famílias, igrejas e o governo civil anulam as sanções negativas contra pecados, o que ele esta fazendo é incentivando o pecado. Assim o homem é levado a se afundar no pecado pela convicção de que pecar não trará danos, portanto não existindo conseqüências em desobedecer a Deus.
A bíblia mostra que o governo familiar, o governo eclesiástico e o governo civil são ministros de Deus para corrigir o erro. Pv. 23.14; Mt. 18.17, 1Co 5.5; Rm. 13.4. Perceba que há sanções negativas nas três esferas contra o pecado.
Quando famílias, igrejas e o governo civil anulam as sanções negativas contra pecados, o que ele esta fazendo é incentivando o pecado. Assim o homem é levado a se afundar no pecado pela convicção de que pecar não trará danos, portanto não existindo conseqüências em desobedecer a Deus.
A bíblia mostra que o governo familiar, o governo eclesiástico e o governo civil são ministros de Deus para corrigir o erro. Pv. 23.14; Mt. 18.17, 1Co 5.5; Rm. 13.4. Perceba que há sanções negativas nas três esferas contra o pecado.
O
governo familiar tem o poder da vara, o governo eclesiástico tem o poder das
chaves e o governo civil tem o poder da espada.
Por
certo, as sanções negativas fariam o transgressor recuar do seu mal. Se alguém
vive em pecado e ele não é levado a perceber isso pelos ministros de Deus nas
três esferas - civil, familiar e igreja, ele será induzido a crer que o pecado
nada significa e que nenhuma conseqüência vindoura terá.
Quando
o evangelho não está sendo pregado em sua inteireza, os crimes não são
impedidos, os filhos não são corrigidos e os hereges e libertinos não são
excomungados.
Vamos
escolher melhor nossos representante e fazer valer o evangelho de Cristo em
toda sua extensão, pois o STF deveria julgar conforme a nossa constituição, uma
constituição que deveria falar por nós.
O Verdadeiro evangelho não se restringe apenas a nossa relação dentro da igreja, ele deve influenciar na minha casa, igreja e Estado.
"Os restantes, ouvindo isso, temerão e
nunca mais cometerão semelhante mal no meio de ti". (Deuteronômio 19.20).
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