quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Evangelho da Glória de Deus




"Sabemos, porém, que a Lei é boa, se alguém dela usar legitimamente, reconhecendo que a Lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas, para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado". (I Timóteo 1.8-11).

Recentemente o STF decidiu por 8 votos a 2 que não é crime o aborto de feto anencéfalo. Quem acredita que a vida é um dom de Deus e que na Sua soberania Ele a dá, seja por 100 anos ou por 1 dia, não precisará de maiores explicações sobre esta questão.

 Às vezes nós minimizamos a participação da igreja nas legislações que regem nossa sociedade como se isto não fosse o nosso papel. Elegemos nossos representantes sem avaliação dos princípios que devem nortear a nossa vida social, isto é, o princípio do evangelho de Cristo. O apostolo aponta neste texto que a Lei (AT) é boa se alguém dela usar legitimamente e que a mesma lei não é feita para o justo, mas para transgressores e para tudo que for contrário a sã doutrina, segundo o evangelho da glória de Deus.

Não podemos pensar o mundo sem o nosso papel no mundo, e isto, em muitos casos será a influência do evangelho sobre o poder civil.
Existe uma confusão na concepção de Estado Laico, pois muitos estão o concebendo como sinônimo de Estado ateu e assim o arreligioso toma forma de anti-religioso. Sobre uma definição mais apurada, não cabe neste artigo. O que eu quero dizer é que a legislação em um país democrático existe por uma decisão da concepção da maioria. Então perguntamos: como é que nossos representantes legislam contra as nossas concepções cristãs? A resposta é simples, eles não nos representam.

Precisamos entender que como cristãos nós estaremos fazendo um desserviço ao evangelho se aqueles que nos representam não representar o nosso cristianismo. Não podemos pensar em um representante que favorece a mim cidadão brasileiro em detrimento do cidadão dos céus, nós não somos divididos entre dois reinos, então não devemos escolher os nossos candidatos por causa de um pedaço de chão, tijolo, etc. Precisamos pensar como cidadãos dos céus e que Cristo deve reinar tanto na esfera familiar, eclesiástica, como no Estado. Sim Estado. Não estou falando de um Estado-Cristão, mas de um Estado que represente a vontade de seu povo que é em sua maioria cristã.

A lei tem por objetivo, frear o erro, condenar a transgressão expondo o que é certo e errado para a sociedade. Se a bíblia diz que os assassinos não herdarão o reino de Deus, nós deveríamos comunicar esta verdade por meio de nossas leis, mostrando para a sociedade que existe um castigo a temer, pois o pecado levará a um castigo maior do que a lei impõe, isto é, a condenação eterna.
Quando famílias, igrejas e o governo civil anulam as sanções negativas contra pecados, o que ele esta fazendo é incentivando o pecado. Assim o homem é levado a se afundar no pecado pela convicção de que pecar não trará danos, portanto não existindo conseqüências em desobedecer a Deus.
A bíblia mostra que o governo familiar, o governo eclesiástico e o governo civil são ministros de Deus para corrigir o erro. Pv. 23.14; Mt. 18.17, 1Co 5.5; Rm. 13.4.  Perceba que há sanções negativas nas três esferas contra o pecado.
O governo familiar tem o poder da vara, o governo eclesiástico tem o poder das chaves e o governo civil tem o poder da espada.

Por certo, as sanções negativas fariam o transgressor recuar do seu mal. Se alguém vive em pecado e ele não é levado a perceber isso pelos ministros de Deus nas três esferas - civil, familiar e igreja, ele será induzido a crer que o pecado nada significa e que nenhuma conseqüência vindoura terá.

Quando o evangelho não está sendo pregado em sua inteireza, os crimes não são impedidos, os filhos não são corrigidos e os hereges e libertinos não são excomungados.

Vamos escolher melhor nossos representante e fazer valer o evangelho de Cristo em toda sua extensão, pois o STF deveria julgar conforme a nossa constituição, uma constituição que deveria falar por nós.

O Verdadeiro evangelho não se restringe apenas a nossa relação dentro da igreja, ele deve influenciar na minha casa, igreja e Estado.
"Os restantes, ouvindo isso, temerão e nunca mais cometerão semelhante mal no meio de ti". (Deuteronômio 19.20).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Blog

Quando escolhemos como nome do Blog o de Igreja militante, tínhamos em mente as idéias que ela traz a respeito da igreja, isto é, uma igreja que milita enquanto estiver na terra, pois é composta de cristãos vivos que atuam no mundo.
A  Ecclesia Militans envolve a noção de fé ativa e combativa, como aqueles que combatem em uma guerra, no nosso caso, contra o mundo, seu governo e suas hostes infernais.

A igreja não pode se dar por satisfeita com a crescente imoralidade, injustiça social e afronta clara as leis de Deus em prol de um ateísmo e até mesmo de um posicionamento politicamente correto.

Na pena de R. B. Kuiper é dito: “Já é tempo da igreja se recordar que a militância pertence à sua própria essência. Quando uma igreja deixa de ser militante, deixa ao mesmo tempo de ser uma igreja de Jesus Cristo. A igreja aqui na terra é gloriosa, não apesar de sua militância, mas precisamente por ser militante.
Uma igreja verdadeiramente militante opõe-se firmemente ao mundo, dentro e fora de suas paredes. Assim, sua militância prova que, embora esteja no mundo, não é do mundo. A militância da igreja manifesta a antítese entre os filhos de Deus e os filhos do diabo. Tal antítese é absoluta. É ativa também. Não é como a antítese que existe entre o branco e o negro, que é passiva, digamos, como no caso de um vestido, mas é uma que se assemelha à antítese que existe entre o fogo e a água, que estão em violento conflito. Sem dúvida, a igreja quer ver os homens e mulheres do mundo salvos e nunca perde de vista o fato de que a graça onipotente pode, num abrir e fechar de olhos, transformar um inimigo em amigo. Contudo, ainda que pareça paradoxal, ainda resta a verdade de que não só o mundo está em inimizade com a igreja, mas que também a igreja está em inimizade com o mundo.
Colocando de forma positiva, a militância da igreja é prova de sua santidade. Como a luz do mundo, ela não pode senão empenhar-se em dissipar a obscuridade do pecado. Como defensora da verdade, deve se manter zelosa e firmemente vigilante da verdade de Deus contra qualquer erro. Assim, a militância chega a ser sinônimo de glória”.
http://www.monergismo.com/livros2/kuiper/igreja/003.htm

Pretendemos na medida do possível, tratarmos dos mais diversos assuntos que envolvem a igreja, principalmente seu papel como agente de influência na sociedade.

Textos curtos e objetivos estão em nossas pretensões sempre que possível.